Comercio Global

Ibovespa sobe aos 187 mil pontos e dólar cai com ata do Copom e números da indústria


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O Ibovespa sobe nesta terça-feira (3) e chegou a renovar o recorde intradiário, ao alcançar 187.334 pontos, mas perdeu parte o fôlego. Por volta das 13h50, o principal índice da bolsa brasileira avançava 2,01%, aos 186.468 pontos. No mesmo horário, o dólar recuava 0,52%, cotado a R$ 5,2303.
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▶️ No Brasil, os investidores acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Copom. O documento mostra que o Banco Central considera possível avaliar um ciclo de cortes nos juros a partir da reunião de março, após manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quinta vez seguida.
▶️ Ainda no cenário doméstico, os dados da produção industrial indicaram queda da atividade em dezembro.
Na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais, a produção recuou 1,2%, a maior retração desde julho de 2024, ficando abaixo da expectativa de alta de 0,8%. (veja mais abaixo)
▶️ Na agenda política, o Palácio do Planalto enviou ao Congresso o texto do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em janeiro no Paraguai.
▶️ Nos Estados Unidos, a divulgação do relatório Jolts, que mostra o número de vagas abertas no mercado de trabalho, foi adiada devido à paralisação parcial do governo americano, que afetou o calendário de indicadores econômicos.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,74%;
Acumulado do mês: -4,39%;
Acumulado do ano: -4,39%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +1,40%;
Acumulado do mês: +12,56%;
Acumulado do ano: +12,56%.
Ata do Copom
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, indica que o Banco Central considera adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros a partir da próxima reunião, marcada para março.
Segundo o documento, essa avaliação levou em conta um conjunto amplo de informações, como o comportamento recente da inflação e sinais mais claros de que os juros elevados já começam a ter efeito sobre os preços, ainda que com algum atraso.
🔎 A ata se refere ao encontro realizado na semana passada, quando o Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva.
📈 O nível elevado dos juros segue sendo o principal instrumento do Banco Central para conter as pressões inflacionárias, que atingem de forma mais intensa a população de menor renda.
O BC reforçou que, se o cenário esperado se confirmar, a flexibilização da política monetária deve começar em março.
Ao mesmo tempo, destacou que o processo será conduzido com cautela, para garantir que a inflação volte à meta ao longo do período relevante.
A autoridade monetária, no entanto, não informou qual será o tamanho nem a duração do ciclo de cortes da Selic. De acordo com a ata, essas decisões dependerão da chegada de novos dados, que permitirão uma avaliação mais precisa das condições econômicas.
No mercado financeiro, a expectativa é de que o primeiro corte ocorra justamente na reunião de março, com a Selic recuando para 14,5% ao ano. Para o fim de 2026, a projeção é de que a taxa básica chegue a 12,25% ao ano.
Agenda econômica
Produção industrial o Brasil
A produção industrial brasileira encerrou dezembro de 2025 em queda. Na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais, a atividade recuou 1,2%, a maior retração desde julho de 2024.
Na comparação com dezembro de 2024, porém, houve alta de 0,4%, o que interrompeu uma sequência de dois meses seguidos de resultados negativos.
Apesar desse avanço pontual em relação ao ano anterior, o desempenho da indústria em 2025 foi contido. No acumulado do ano, o setor cresceu 0,6%, abaixo do resultado registrado em 2024, quando avançou 3,1%, e acima do observado em 2023, de 0,1%.
No quarto trimestre de 2025, a produção industrial ficou 0,5% abaixo do nível do mesmo período do ano anterior. Já a média móvel trimestral em dezembro foi negativa em 0,5%, indicando perda de ritmo no fim do ano.
Mesmo com essas oscilações, a produção industrial ainda se mantém ligeiramente acima do nível pré-pandemia, com alta de 0,6% em relação a fevereiro de 2020. Por outro lado, o setor segue distante do recorde histórico alcançado em maio de 2011, operando 16,3% abaixo daquele pico.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados começaram a semana em queda, com algumas empresas divulgando seus resultados trimestrais e com dados econômicos importantes no radar.
Antes do pregão, nos mercados futuros, o Dow Jones caía 0,14%, chegando a 48.849 pontos. O S&P 500 recuava 0,22%, indo para 6.923 pontos, enquanto a Nasdaq perdia 0,39%, ficando em 23.380 pontos.
As bolsas europeias são afetadas pela queda brusca nos metais preciosos, que levou investidores a vender outros ativos para compensar perdas. Apesar disso, ao longo do dia o ritmo dessas quedas diminuiu, ajudando os mercados europeus a se recuperar parcialmente.
No intradia europeu, o índice STOXX 600 subia 0.4%, recuperando-se da queda inicial. Na Alemanha, o DAX avançava 0,8%. Na França, o CAC 40 ganhava 0,6%, e no Reino Unido, o FTSE 100 subia 0,7%.
Já as bolsas asiáticas tiveram um dia de fortes perdas. No fechamento, a Bolsa de Xangai caiu 2,48%, para 4.015 pontos, enquanto o CSI300 recuou 2,13%, para 4.605 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,23%, chegando a 26.775 pontos.
Outros mercados também recuaram: o Nikkei caiu 1,2% (52.655 pontos), o Kospi despencou 5,26% (4.949 pontos), o Taiex caiu 1,37% (31.624 pontos), e o Straits Times perdeu 0,26% (4.892 pontos).
Notas de dólar.
Reuters

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