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Haddad defende novo desenho para despesas sociais


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (10) um novo desenho para as despesas sociais do governo, principalmente as assistenciais.
Segundo Haddad, estudos técnicos estão sendo feitos para “repensar” a questão desses gastos de forma “mais moderna”.
“Até pelo nível do que é feito em assistência, está sendo discutido se, com esse nível de investimento em Previdência Social, não seria o caso de fazer o que o Lula fez em 2003, quando havia vários programas e o Bolsa Família nasceu como um grande guarda-chuva [de todos eles]”, afirmou o ministro durante participação no CEO Conference, promovido pelo banco BTG Pactual.
“Talvez estejamos em uma situação que permita uma arquitetura nova do ponto de vista de dispêndio nos gastos sociais”, completou o ministro.
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Haddad também afirmou que a discussão sobre um eventual programa de renda básica também caminha nessa direção.
“Todo mundo defende a renda básica porque ela parece mais racional, à luz das inúmeras demandas sociais que existem”, disse. “Eu entendo, olhando para o orçamento, que o Brasil talvez esteja maduro para uma essa nova alternativa”.
O ministro ainda defendeu a estrutura do arcabouço fiscal, mas disse concordar com a preocupação da “Faria Lima” sobre sua dinâmica.
“Todo mundo tem razão quando fala que a dinâmica preocupa, porque tem coisa no Orçamento que ainda está fora do espírito do arcabouço. Eu até tentei fazer [essa mudança] no final de 2024 com o Congresso, mas é muito difícil você convencer as pessoas a mexer no que é tabu”, afirmou.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista no Hotel Brasília Palace, em 3 de junho de 2025.
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
*Esta reportagem está em atualização

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