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EXCLUSIVO: g1 já testou o novo BYD Song Pro flex, vendido por R$ 199.990


Teste do novo BYD Song Pro com motor flex
O g1 já testou, em primeira mão, o BYD Song Pro GS com motor flex e novo design. O SUV é o segundo modelo da marca com motorização bicombustível e já está em pré-venda nas lojas.
O preço oficial do novo Song Pro Flex na versão GS é de R$ 199.990; na versão GL é R$ 179.990. Segundo os vendedores, a expectativa é que as entregas comecem em setembro.
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O preço é o mesmo praticado na versão anterior, mas o SUV agora tem mais equipamentos, novo design e, claro, motor flex. A potência total combinada caiu com a calibração flex. São 219 cavalos na versão GS e 218 cv na versão GL. Antes, a versão GS tinha 235 cv.
Segundo vendedores, esse valor deve ser mantido apenas durante o lançamento, com possibilidade de reajuste no futuro.
Os lojistas acreditam que o Song Pro na versão GL deve permanecer como na configuração anterior. O modelo é mais voltado as chamadas “vendas diretas”, feitas para empresas. A atualização de design será feita nas duas versões.
BYD Song Pro GS com motor flex
Carlos Cereijo/g1
Lista de equipamentos
As medidas do novo Song Pro mudaram pouco:

Comprimento: 4,74 m
Largura: 1,86 m
Altura: 1,71 m
Entre-eixos: 2,71 m
O peso é de 1.700 kg na versão GL e 1.760 kg na configuração GS.
A unidade do Song Pro Flex GS testada pelo g1 vinha com uma longa lista de equipamentos de série, incluindo o teto solar panorâmico. É assim que o SUV está sendo apresentado aos clientes.
No interior, a GS se diferencia da GL pelo carregador de celular por indução, item ausente na versão de entrada.
De série, há painel de instrumentos digital, volante multifuncional, tomada de 12 V, revestimento dos bancos em couro ecológico premium, ajuste manual do volante em quatro direções, sistema Isofix para cadeirinhas infantis e abertura e fechamento elétricos do porta-malas.
A versão GS tem banco do motorista com regulagem elétrica em seis posições, enquanto a GL mantém o ajuste manual. O banco do passageiro agora conta com ajuste elétrico para o passageiro, mas somente na versão GS.
Entre os itens de conveniência e segurança, a GS tem sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, chave presencial, airbags frontais, laterais e de cortina, cintos dianteiros com pré-tensionadores, alerta de cinto para todos os ocupantes, desembaçador do vidro traseiro e retrovisores com ajuste, desembaçador e rebatimento elétricos.
Painel do novo BYD Song Pro GS com motor flex
Carlos Cereijo / g1
O Song Pro GS, assim como o GL, conta com freios ABS, controle de tração, distribuição eletrônica da força de frenagem, assistente de partida em rampas, freio de estacionamento eletrônico, monitoramento da pressão dos pneus, controle eletrônico de estabilidade, freio inteligente, assistência de frenagem, controle de desaceleração em estacionamento, frenagem regenerativa coordenada, sistema anticapotamento, controle de descida, entre outros recursos.
É justamente na lista de assistentes de condução (ADAS) que a GS se distancia da versão de entrada. Ela adiciona controle de cruzeiro adaptativo, controle de cruzeiro inteligente, alertas de colisão frontal e traseira, alerta e frenagem para tráfego cruzado traseiro, alerta e assistente de permanência em faixa, aviso de porta aberta, farol alto inteligente, monitoramento de ponto cego, frenagem autônoma de emergência e reconhecimento de placas de trânsito. Nenhum desses recursos faz parte da lista de equipamentos da GL.
Na parte de multimídia, o novo Song Pro GS Flex tem uma tela com melhor definição e mais nitidez. O ar-condicionado é digital de duas zonas, com saídas para o banco traseiro.
Na parte mecânica, apesar de a versão passar a ser flex, pouca coisa muda nas sensações ao volante. Segundo os lojistas, o conjunto manteria potência combinada de 235 cv, somando o motor elétrico e o 1.5 aspirado, além da transmissão de uma marcha.
O conjunto de baterias da versão testada pelo g1 comporta 18,3 kWh, já a versão GL tem só 13,1 kWh nas baterias. Com isso, a autonomia somente na bateria é, respectivamente, de 72 km e 57 km.
Porém, o g1 apurou que o conjunto deve diminuir a potência para cerca de 220 cv. A BYD confirmou no lançamento que a potência combinada total ficou em 218 cv na versão GL e 219 cv na versão GS. O torque em ambas as configurações é de 30,6 kgfm.
Os números de desempenho são parecidos nas duas configurações, com 0 a 100 km/h em menos de 9 segundos. A velocidade máxima é de 180 km/h em ambas as versões.
O consumo de combustível aferido pelo Inmetro é:
Gasolina
15,9 km/l na cidade
13,5 km/l na estrada
Etanol
11,7 km/l na cidade
10,5 km/l na estrada
BYD Song Pro GS com motor flex
Carlos Cereijo / g1
A proposta da versão flex não é transformar a experiência ao volante do Song Pro, mas oferecer ao cliente a possibilidade de abastecer o carro com 100% de etanol.
O g1 testou o carro pelas ruas da capital paulista e percebeu que ele tem acelerações bem acertadas, boa resposta ao pedal e retomadas consistentes.
A calibração do conjunto de suspensão foi refeita e agrada. Somado ao novo interior, o Song Pro reúne atributos para conquistar o público.
Na cabine, a nova versão representa um avanço em relação ao modelo anterior. A qualidade de construção e montagem permanece a mesma, mas a renovação deixou o ambiente mais sóbrio.
O Song Pro anterior abusava de linhas muito fluidas, quase orgânicas. Já o novo adota uma proposta mais clássica, com uma grande peça em black piano atravessando a região atrás da tela e do volante, console central com elementos mais quadrados e volante de aparência mais robusta, com comandos mais fáceis de manusear.
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A impressão é de que a BYD está aprendendo que não precisa reinventar cada detalhe do carro para conquistar o cliente. Um ponto que ainda precisa evoluir é a lógica do sistema multimídia, que continua com aparência de equipamento aftermarket do mercado asiático.
A próxima evolução das marcas chinesas, incluindo a BYD, passa por tornar a interface mais amigável e facilitar a navegação entre os diferentes menus no uso diário.
O espaço no banco traseiro é adequado para famílias. Não houve sensação de aperto, mesmo com o teto solar panorâmico, que costuma reduzir o espaço interno em alguns modelos, mas não causou esse problema neste caso.
O porta-malas tem 530 litros, capacidade muito próxima à da versão do Song Pro já comercializada. Como a estrutura do veículo não mudou, também não havia motivo para uma alteração significativa nesse compartimento.
Motor 1.5 aspirado do BYD Song Pro GS com motor flex
Carlos Cereijo / g1
Ao volante, a BYD não precisou mudar a receita. Como a principal novidade está na motorização flex, sem alterações nas dimensões do veículo, permanecem o bom acerto da suspensão, com calibração um pouco mais firme e esportiva, e o desempenho proporcionado pela potência combinada de 219 cavalos, adequado à proposta do segmento.
Na faixa dos R$ 200 mil, o Song Pro disputa espaço com diversos concorrentes, entre eles Jeep Compass, Honda HR-V Touring, Toyota Corolla Cross, Volkswagen Taos e híbridos de marcas chinesas, como o GWM Haval H6 One e o Geely EX5 E-MI.
Agora, resta saber se a BYD demorou demais para atualizar o Song Pro. O projeto e o design apresentados neste lançamento existem desde 2024. Com a nova identidade visual e a proposta flex, o desafio passa a ser manter a competitividade em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro.
Uma das novidades é que a BYD vai oferecer aos clientes do Song Pro a oportunidade de comprar painéis solares parcelado em até 36 vezes.
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