Meta vai pagar R$ 86 bilhões em acordo por alegações de vício de crianças em redes sociais nos EUA

Logo da Meta.
Daniel Cole/Reuters
A Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, concordou em pagar cerca de US$ 16,68 bilhões (cerca de R$ 86,7 bilhões), no total, a alguns estados dos EUA em um acordo judicial relacionado a um processo que acusa a empresa de incentivar o vício de adolescentes nas redes sociais.
A Meta também concordou em implementar mudanças para usuários adolescentes do Facebook e do Instagram em todo os Estados Unidos, incluindo limites diários de uso e bloqueios noturnos, segundo documentos judiciais. (Veja outras medidas).
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Esse acordo resolve reivindicações feitas por 29 estados dos EUA e encerra um julgamento federal que, até então, era um dos principais testes para as alegações de que empresas de redes sociais prejudicaram jovens usuários, segundo a agência Reuters.
O julgamento começou em 12 de agosto e reuniu ações judiciais iniciadas em 2023. A empresa de Mark Zuckerberg negou qualquer irregularidade ao aceitar o acordo.
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A medida também encerra processos movidos por Califórnia, Illinois, Novo México e Washington, D.C., relacionados a alegações de violação de privacidade no escândalo Cambridge Analytica, no qual a empresa de consultoria coletou dados pessoais de milhões de usuários do Facebook.
Esses estados receberão US$ 459,3 milhões para encerrar essas ações.
Em um documento apresentado antes do julgamento, a Meta afirmou que os quatro estados buscavam multas de até US$ 1,4 trilhão.
o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025.
REUTERS/Carlos Barria
Os estados não divulgaram um valor específico, mas disseram, em uma audiência antes do início do julgamento, que a quantia estaria mais próxima de US$ 200 bilhões. Eles também buscavam indenizações adicionais e uma ordem para que a Meta fizesse mudanças significativas em suas plataformas e impedisse que crianças criassem contas.
Embora esse caso esteja resolvido, a Meta ainda enfrenta outras ações em tribunais federais e estaduais dos EUA, segundo a agência Reuters.
A empresa vem sendo acusada de ter projetado conscientemente suas plataformas com recursos que causam dependência em crianças e adolescentes, contribuindo para uma crise de saúde mental.
🔎 Segundo a Reuters, além do pagamento de US$ 16,68 bilhões, o acordo com a Meta também prevê:
limite diário padrão de 2 horas para usuários menores de 18 anos, que só pode ser alterado por um dos pais;
que a Meta responda a 90% dos relatos de adolescentes sobre conteúdo potencialmente prejudicial em até 6 horas;
que usuários menores de 18 anos tenham a opção de usar um feed não personalizado;
inclui bloqueio noturno padrão entre meia-noite e 6h para usuários menores de 18 anos, que pode ser removido pelos pais;
que a Meta mantenha, revise e melhore as medidas existentes de segurança de conteúdo para adolescentes;
implemente medidas para identificar e remover crianças menores de 13 anos de suas plataformas;
E bloqueie notificações para usuários menores de 18 anos das 22h às 7h e durante o horário escolar.
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