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Anthropic negocia compra de startup de IA por US$ 6 bilhões, diz agência


Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo
A Anthropic, empresa responsável pelo chatbot Claude, negocia a compra da startup de inteligência artificial Decart AI em um negócio que poderia chegar a aproximadamente de US$ 6 bilhões (R$ 31 bilhões), as informações são da agência Bloomberg.
A Decart é uma startup de inteligência artificial fundada em Israel que desenvolve tecnologias de infraestrutura para tornar os modelos de IA mais rápidos e eficientes. A empresa também cria seus próprios sistemas de inteligência artificial e tem a gigante Nvidia entre seus investidores.
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Em maio, a Decart levantou US$ 300 milhões em uma rodada liderada pela Radical Ventures. A Nvidia participou da captação como nova investidora, ao lado de empresas como Adobe, Amazon e Toyota Ventures. Com a rodada, a startup passou a ser avaliada em cerca de US$ 4 bilhões.
A possível aquisição ocorre enquanto a Anthropic busca ampliar sua capacidade de processamento para atender ao aumento da demanda pelo Claude e se prepara para uma possível abertura de capital.
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Segundo as informações divulgadas pela agência, as negociações ainda estão em estágio inicial. Se o negócio for concluído, a equipe da Decart deverá ser incorporada à área da Anthropic responsável por melhorar o desempenho e a eficiência dos modelos de inteligência artificial.
O chatbot Claude, da Anthropic, está entre os mais populares, rivalizando com o ChatGPT e o Gemini
Reuters via BBC
Entre os produtos da Decart está o Lucy, modelo capaz de editar vídeos em tempo real. A startup também desenvolveu o Oasis, que cria ambientes virtuais para treinar e testar robôs e sistemas de direção autônoma.
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A Anthropic vem aumentando os investimentos em infraestrutura para acompanhar a expansão de seus serviços.
Na semana passada, a empresa anunciou que está contratando engenheiros especializados em hardware e software para ajudar no desenvolvimento de chips personalizados e de modelos de IA mais rápidos e eficientes.
Conheça a Anthropic
A Anthropic, criadora do Claude, foi fundada em 2021 por Dario Amodei (atual CEO da companhia) e outros executivos que deixaram a OpenAI defendendo uma abordagem mais cautelosa para o desenvolvimento da IA.
O Claude só chegou ao público em março de 2023, cerca de cinco meses após o lançamento do ChatGPT. Mesmo tendo entrado na disputa mais tarde e ainda sendo menos conhecido do grande público, o chatbot ajudou a impulsionar uma virada impressionante da Anthropic.
Hoje, ela é a startup de IA mais valiosa do mundo. Avaliada em cerca de US$ 965 bilhões (R$ 4,87 trilhões), a companhia já supera a OpenAI em valor de mercado.
No início de junho, a Anthropic protocolou de forma confidencial um pedido de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com um valuation próximo de US$ 1 trilhão, a companhia poderá passar a integrar o grupo mais seleto das empresas listadas no mercado americano.
Empresa tem modelo de IA mais perigoso do mundo
Os modelos do Claude têm se mostrado cada vez mais potentes.
“Eles costumam acertar muito nos lançamentos. Dá para perceber um grande cuidado no desenvolvimento dos produtos, que geralmente chegam ao mercado com um desempenho muito competitivo”, diz Izabela Anholett.
Ao mesmo tempo, especialistas alertam que os sistemas mais avançados da Anthropic também ampliam os riscos associados à inteligência artificial.
No início de 2026, a empresa anunciou o Claude Mythos, considerado por especialistas o modelo de IA mais perigoso do mundo atualmente. O sistema é descrito como extremamente rápido e capaz de encontrar brechas de segurança que passariam despercebidas por humanos.
“Se o Mythos for parar em mãos erradas, empresas podem ser paralisadas da noite para o dia”, afirma Izabela. Segundo ela, o risco está na capacidade do modelo de identificar e explorar vulnerabilidades em sistemas digitais.
“O Mythos Preview [versão de teste] já encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade, incluindo algumas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web”, afirmou a Anthropic.
“Devido ao seu alto poder e aos riscos que representa para a segurança nacional e geral, ele não foi liberado para o público comum. Em vez disso, a Anthropic criou um consórcio de empresas e agências governamentais com acesso à ferramenta”, explica Diogo Cortiz.
Entre os integrantes do grupo estão Amazon, Apple, Microsoft, Google, Nvidia, Broadcom e Mozilla.
Cortiz lembra que um exemplo da eficácia do modelo veio de um relatório da Mozilla. Ao utilizar o Mythos para analisar o navegador Firefox, a organização identificou uma grande quantidade de vulnerabilidades e falhas até então desconhecidas.
“Como parte de nossa colaboração contínua com a Anthropic, tivemos a oportunidade de usar uma versão inicial do Claude Mythos Preview no Firefox. A versão 150 do navegador, lançada nesta semana, traz correções para 271 vulnerabilidades identificadas durante essa avaliação inicial”, disse a Mozilla em um relatório sobre o tema publicado em abril.
Para Cortiz, embora o marketing das empresas de IA às vezes possa exagerar as capacidades de seus produtos, casos como esse mostram que a habilidade do Mythos para encontrar brechas de segurança é real — e ajudam a explicar por que seu acesso é tão restrito.

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