Rio de Janeiro

Festival Goitacá de Cinema encerra com mais de 30 filmes exibidos e aposta na formação audiovisual


Festival Internacional Goitacá de Cinema termina hoje em Campos
A segunda edição do Festival Internacional Goitacá de Cinema terminou nesta terça-feira (11) após seis dias de programação em Campos dos Goytacazes e São João da Barra, no Norte Fluminense. Com o tema “Cinema do Interior – Novos Olhares”, o evento reuniu sessões de cinema, debates, atividades, encontros entre profissionais do audiovisual e ações de turismo cultural.
Segundo a organização, o festival registrou aumento de público em relação à primeira edição e ampliou o número de atividades realizadas durante a programação.
“Percebemos uma presença maior do público nas sessões de cinema”, afirmou o diretor do festival, Fernando Sousa.
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Nesta edição, o evento contou com cinco mostras competitivas e duas mostras informativas, entre elas a Mostra Embratur e a mostra “Petrobras Futuro do Clima”, com produções voltadas a temas como sociedade, meio ambiente e os desafios do mundo contemporâneo.
Cursos e atividades de formação
Um dos destaques do festival foi o programa de formação audiovisual, realizado em parceria com a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf). Ao longo da programação, foram oferecidos cinco cursos e minicursos voltados para diferentes áreas do cinema e do audiovisual.
As atividades começaram antes da semana principal do festival e abordaram temas como produção audiovisual no interior, documentário, formação de profissionais, distribuição de filmes e desenvolvimento de projetos autorais.
Segundo a organização, a proposta foi aproximar profissionais, estudantes e interessados no setor e contribuir para a qualificação de quem atua ou pretende atuar no mercado audiovisual.
Festival Goitacá de Cinema encerra com mais de 30 filmes exibidos
Divulgação
Filmes premiados
A valorização da produção audiovisual realizada fora dos grandes centros foi um dos principais eixos da segunda edição.
Na Mostra Competitiva Olhares do Interior, o vencedor foi “Correnteza”, dirigido por Gabriel F. Coelho e Tati Yamahata. O júri destacou a fotografia do filme e a forma como a obra aborda temas como solidão, trabalho, pertencimento e as incertezas do futuro.
Na Mostra Brasileira de Curtas, o prêmio ficou com “Manoel e Betinha”, de Marta Haass. Entre os longas brasileiros, o vencedor foi “Pau D’Arco”, de Ana Aranha.
Na competição internacional de curtas, o prêmio foi para “When the Tigers Roars”, de Lam Can-zhao. Entre os longas internacionais, venceu “Uyariy”, dirigido por Javier Corcuera.
A Mostra Zezé Motta de Longas premiou “A Noite de Alaíde”, de Liliane Mutti. Na categoria de curtas da mesma mostra, o vencedor foi “Memórias com Vista para o Mar”, de Marton Olympio.
Na mostra infantojuvenil Cabrunquinho, o prêmio foi para “Nosso Tempero”, produzido por alunos da Escola Municipal João Victor, de Lagoa Nova (RN), em parceria com a equipe Animazul, do Espírito Santo.
Evento reuniu sessões, cursos e debates em Campos e São João da Barra
Divulgação
Turismo cultural e novos projetos
Além das exibições e atividades de formação, o festival promoveu ações de turismo cultural em Campos dos Goytacazes e São João da Barra.
Segundo Fernando Sousa, a programação também funcionou como espaço para a criação de conexões entre profissionais e para o desenvolvimento de novos projetos audiovisuais.
“Tivemos ativações turísticas no Centro de Campos e em São João da Barra, além de conexões e mentorias para novos projetos”, afirmou.
O encerramento do festival também marcou a leitura da Carta Goitacá, documento elaborado durante o II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense.
O texto se apresenta como um manifesto em defesa de políticas públicas voltadas para a interiorização do cinema e do audiovisual no Estado do Rio de Janeiro e propõe o fortalecimento de iniciativas destinadas a profissionais e produtores que atuam fora dos grandes centros.
Próxima edição
Com o encerramento da segunda edição, a organização já projeta a realização de uma terceira edição do festival.
Segundo Fernando Sousa, a avaliação positiva do evento aumenta a expectativa de ampliar a programação e alcançar novos públicos e profissionais nos próximos anos.
“Fechamos com muita alegria, acreditando que a gente caminha para uma terceira edição, obviamente crescendo e vislumbrando passos mais largos”, afirmou.
A proposta da organização é manter atividades de formação e articulação ao longo do ano, fortalecendo a presença do cinema e do audiovisual no interior fluminense.
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