Truth Social, de Trump, começa a vender acesso antecipado a publicações da plataforma

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, em 8 de julho de 2026.
REUTERS/Jonathan Ernst
O Truth Social, rede social criada pelo presidente americano, Donald Trump, lançou o Truth API, um serviço pago que oferece acesso mais rápido às publicações das contas mais influentes da plataforma. A ferramenta passou a ser disponibilizada para clientes institucionais no último sábado (1º).
Segundo a Trump Media & Technology Group (TMTG), controladora do Truth Social, a empresa já havia fechado contratos com clientes antes do lançamento do produto.
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“O Truth API oferece um feed direto, licenciado e em tempo real das publicações com maior potencial de movimentar os mercados na plataforma, ao mesmo tempo em que avança nossa estratégia de monetizar ativos proprietários por meio de uma fonte de receita recorrente e com alta margem”, afirmou o CEO interino da TMTG, Kevin McGurn, em comunicado divulgado no anúncio do serviço.
“À medida que a adoção cresce, esperamos que o Truth API se torne uma fonte relevante e contínua de receita para a empresa, gerando valor duradouro para os acionistas”, acrescentou.
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Segundo a empresa, o Truth API foi desenvolvido para “organizações mais impactadas pelo custo de atrasos no acesso à informação” e utiliza métodos de distribuição capazes de entregar as publicações da Truth Social em “milissegundos”.
A expectativa é que o serviço ofereça cobertura contínua, 24 horas por dia, sete dias por semana, além de incluir um arquivo histórico de publicações que remonta a 2022. Segundo a Reuters, a Trump Media chegou a discutir a cobrança de até US$ 100 mil por mês pelo acesso ao Truth API.
Serviço enfrenta polêmicas
Após o anúncio do serviço, em julho, senadores democratas solicitaram à SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, que investigasse o Truth API. Segundo os parlamentares, a ferramenta ampliaria riscos legais, políticos e regulatórios.
“Isso parece ser um abuso escandaloso do cargo de presidente para benefício pessoal, que prejudica os investidores comuns e a integridade dos mercados, ao mesmo tempo em que enriquece Wall Street e outros participantes privilegiados e abastados”, escreveram os senadores Elizabeth Warren e Adam Schiff em carta dirigida ao presidente da SEC, Paul Atkins.
O lançamento chamou a atenção de analistas porque publicações de Trump nas redes sociais frequentemente provocam oscilações em ações, moedas e títulos públicos, especialmente quando tratam de tarifas comerciais, política econômica ou relações internacionais.
Um porta-voz da SEC e o próprio Atkins confirmaram o recebimento da carta, mas se recusaram a comentar o assunto. Indicado por Trump, o republicano é defensor do livre mercado e tem adotado uma postura considerada mais branda em relação à regulação do setor financeiro.
