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Dólar opera em alta após inflação dos EUA marcar maior alta em três anos; Ibovespa cai


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em alta de 0,22% nesta terça-feira (12), cotado a R$ 4,9021 perto das 12h50. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,88%, aos 180.311 pontos.
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▶️ Nos Estados Unidos, o principal destaque ficou com os novos dados de inflação. Segundo dados do Departamento do Trabalho americano, o índice de preços ao consumidor do país marcou o maior avanço em três anos, impulsionado pelo aumento de custos de alimentos e de energia, com a guerra no Irã. (entenda mais abaixo)
▶️ As tensões entre os EUA e o Irã no Oriente Médio também mexe com os mercados. Teerã pediu o fim do conflito e garantias contra novos ataques, enquanto o presidente Donald Trump classificou a resposta iraniana como “inaceitável” antes de viajar para a China para se reunir com Xi Jinping.
▶️ Já no Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a inflação oficial do Brasil em abril. O dado, calculado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,67% no mês. Os alimentos continuam sendo a principal pressão sobre os preços. (veja mais abaixo)=
▶️ Por fim, o balanço financeiro da Petrobras também fica no radar. Na segunda-feira (10), a estatal reportou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 7,2% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado ainda reflete apenas parte da alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,06%;
Acumulado do mês: -1,22%;
Acumulado do ano: -10,88%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -1,19%;
Acumulado do mês: -2,89%;
Acumulado do ano: +12,90%.
Guerra no Oriente Médio afeta inflação americana
Os preços ao consumidor dos Estados Unidos subiram em ritmo acelerado em abril, pelo segundo mês consecutivo. O movimento foi impulsionado pelos custos mais altos de alimentos e de energia — este último como resultado da guerra no Irã.
Segundo dados do Departamento do Trabalho americano, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), registrou um avanço de 0,6% no mês passado, após um aumento de 0,9% em março. A alta veio em linha com o esperado pelos analistas do mercado financeiro, segundo a Reuters.
Nos 12 meses até abril, o IPC subiu 3,8%. Esse foi o maior aumento anual desde maio de 2023 e seguiu uma alta de 3,3% em março.
Os preços do petróleo ultrapassaram os US$ 100 por barril em março, após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. O movimento se refletiu imediatamente no aumento dos preços da gasolina, do diesel e da querosene de aviação.
Além disso, os preços de alimentos subiram 0,5% em abril nos EUA, após permanecerem estáveis em março. A inflação nos supermercados, por sua vez, avançou 0,7%, impulsionada por um aumento de 2,7% nos preços de carne bovina.
A forte alta do CPI reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) deve manter os juros do país elevados por mais tempo. Em sua última reunião, o BC americano deixou as taxas inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75%.
Inflação desacelera no Brasil
A inflação oficial do Brasil desacelerou em abril, mas os alimentos continuam pesando no bolso do consumidor. O índice ficou em 0,67% no mês, abaixo dos 0,88% registrados em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Mesmo com a desaceleração mensal, a inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,14% para 4,39%.
Os maiores aumentos vieram dos grupos de alimentação e bebidas, que subiu 1,34%, e saúde e cuidados pessoais, com alta de 1,16%. Juntos, eles responderam por cerca de 67% da inflação de abril.
Entre os outros grupos, habitação avançou 0,63%, vestuário 0,52% e transportes teve alta mais leve, de 0,06%.
Resultados da Petrobras
A Petrobras teve lucro de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Apesar disso, o resultado mais que dobrou na comparação com o fim de 2025.
A alta do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, ajudou os resultados da empresa.
A petroleira também aumentou a produção de petróleo e as vendas de combustíveis, como diesel e gasolina.
💰Além disso, a estatal aprovou o pagamento de R$ 9 bilhões em dividendos aos acionistas, o equivalente a R$ 0,70 por ação.
Cessar-fogo no Oriente Médio “respira por aparelhos”
As chances de um cessar-fogo entre Irã e os EUA diminuíram após Donald Trump afirmar que a trégua está “respirando por aparelhos”.
O Irã rejeitou a proposta americana para encerrar o conflito e exigiu o fim da guerra, compensações pelos danos e o fim do bloqueio naval dos EUA.
🔎A tensão também elevou o preço do petróleo: o barril do Brent ultrapassou US$ 107 com o temor de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.
Autoridades iranianas mantiveram o tom duro e afirmaram que o país pode ampliar seu programa nuclear caso volte a ser atacado.
Enquanto isso, os EUA anunciaram novas sanções contra empresas e pessoas acusadas de ajudar o Irã a vender petróleo para a China.
Trump deve chegar à China nesta quarta-feira (13) para se reunir com Xi Jinping, e a crise no Oriente Médio deve estar entre os temas discutidos
Mercados globais
As bolsas da Ásia fecharam mistas nesta terça-feira, com investidores atentos ao encontro entre Donald Trump e Xi Jinping nesta semana.
Na China, os índices recuaram após fortes altas recentes: Xangai caiu 0,25% e Hong Kong perdeu 0,22%. Já o Japão avançou 0,52%. A maior queda foi na Coreia do Sul, onde o índice Kospi recuou 2,29%.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025.
Tatan Syuflana/ AP

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