Comercio Global

Dólar e Ibovespa recuam com atenção a desemprego no Brasil e conflito no Oriente Médio


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Após abrir em alta, o dólar inverteu o sinal e passou a cair na sessão desta sexta-feira (27). Por volta das 11h, a moeda recuava 0,27%, cotada a R$ 5,2419. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrava queda de 0,21%, aos 182.357 pontos.
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▶️ Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump decidiu estender por dez dias a pausa nos ataques à infraestrutura energética do Irã. Ainda assim, investidores seguem preocupados com possíveis impactos no fornecimento global de petróleo, o que mantém o viés negativo observado nas últimas sessões.
▶️ No cenário internacional, os preços do petróleo continuam em alta. O Brent, referência mundial, subia 2,2%, para US$ 104,15, perto das 9h (horário de Brasília). Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 3%, para US$ 97,28 por barril.
▶️ No Brasil, a agenda econômica desta sexta-feira inclui a divulgação da taxa de desemprego. O indicador ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, levemente acima das expectativas do mercado, que projetavam alta para 5,7%.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,99%;
Acumulado do mês: +2,38%;
Acumulado do ano: -4,24%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +3,70%;
Acumulado do mês: -3,21%;
Acumulado do ano: +13,41%.
Trump adia ultimato ao Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, adiou em 10 dias o prazo que havia dado para atacar instalações de energia do Irã. Segundo ele, houve avanços nas negociações para tentar encerrar a guerra.
Apesar disso, a capital iraniana, Teerã, voltou a ser alvo de bombardeios de Israel nesta sexta-feira.
Trump havia ameaçado destruir usinas de energia do Irã caso o país não permitisse novamente a passagem de navios petroleiros pelo estreito.
Nesta sexta-feira, porém, afirmou que adiou o ultimato até 6 de abril de 2026, às 21h (horário de Brasília), atendendo a um pedido do governo iraniano. Segundo ele, Teerã já autorizou a passagem de dez navios pela região.
Mesmo com o adiamento, os preços do petróleo voltaram a subir.
O barril do Brent, referência internacional, voltou a ser negociado perto de US$ 110, enquanto o petróleo americano WTI se aproximava de US$ 100.
Durante a reunião do G7, a ministra do Interior do Reino Unido, Yvette Cooper, acusou o Irã de “tomar a economia mundial como refém” ao restringir a passagem pelo estreito. O encontro conta com a presença do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Na reunião, Rubio deve ser pressionado por representantes de Alemanha, Reino Unido, Canadá, França, Itália e Japão a explicar a estratégia da Casa Branca para o conflito,
Desemprego em fevereiro
A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, puxada principalmente pelo fim de vagas temporárias típicas do fim de ano, segundo o IBGE.
O resultado ficou acima dos 5,4% registrados no trimestre até janeiro e dos 5,2% no período encerrado em novembro.
Ao todo, 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem conseguir uma vaga — 600 mil a mais na comparação com o trimestre anterior.
O resultado veio levemente acima das expectativas do mercado, que projetavam um avanço a 5,7%, mas ainda é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.
Mercados globais
Os mercados financeiros ao redor do mundo operavam em queda nesta sexta-feira, em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio. Mesmo após o segundo anúncio de adiamento feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nesta semana, os combates seguiram.
O Irã não deu sinais de recuo, enquanto Israel afirmou que pode “intensificar e ampliar” seus ataques.
A principal preocupação dos investidores é que o conflito afete por um longo período a produção e o transporte de petróleo e gás natural no Golfo Pérsico — uma das regiões mais importantes do mundo para a oferta desses combustíveis.
Caso isso aconteça, parte relevante do petróleo e do gás pode deixar de chegar ao mercado internacional, o que tende a pressionar os preços e alimentar a inflação global.
Nos EUA, as bolsas em Wall Street caminham para encerrar a quinta semana seguida de perdas, o que seria a sequência negativa mais longa em quase quatro anos.
Perto das 11h (horário de Brasília), o índice S&P 500, que reúne as principais empresas americanas, caía 0,8%.
Já o Dow Jones recuava 0,9%, enquanto o Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, tinha queda de 1%.
Na Europa, as bolsas também registravam perdas no mesmo horário.
O índice STOXX 600, que reúne empresas de vários países do continente, caía 1,12%. Na Alemanha, o DAX recuava 1,17%. No Reino Unido, o FTSE 100 tinha baixa de 0,43%, enquanto o CAC 40, principal índice da França, caía 0,72%.
Na Ásia, o fechamento foi misto. Na China, o índice de Xangai subiu 0,63%, e o CSI300, que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,56%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,38%.
Já em outros mercados da região houve queda: o Nikkei, do Japão, recuou 0,43%, a 53.373 pontos; o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,40%, a 5.438 pontos; e o TAIEX, de Taiwan, terminou em baixa de 0,68%, aos 33.112 pontos.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
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